terça-feira, 22 de junho de 2010

Diário de Oração: 22º dia – Família: Honrando aos pais

Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer
Provérbios 23.22

          Sábado tive um dia muito especial. Minha mãe, o Renato e eu levamos meu pai ao médico para uma consulta de rotina. Ele tem 71 anos e anda com dificuldade. Para mim, estar todos juntos com ele era uma alegria muito grande. Depois do médico, convenci meu pai a irmos na casa da minha avó (por parte de mãe), pois depois que ele ficou doente e por causa da dificuldade em andar, ele não pôde mais ir lá. Fazia uns 10 anos que meu pai não ia lá. Quando chegamos foi uma grande festa. Meus tios e vizinhos ficaram muito felizes em ver o meu pai.

          Meu pai sempre foi uma pessoa calma, calada e extremamente agradável. Seu jeito discreto atraiu muitos amigos para ele. Amigos de longa data que gostam muito dele. Ele facilmente se passa por um cristão convertido (as vezes eu acho que ele já se entregou a Cristo e não nos falou ainda...). A única coisa que estragou meu pai foi o vício pela bebida e o cigarro. Motivo pelo qual ele ficou bastante debilitado nesta fase da vida.

          Minha mãe já é o contrario do meu pai. Falante, mandona, respondona é o seu jeito, mas com grandes qualidades: muito generosa e altruísta. Se ela tiver que dar a roupa do próprio corpo para suprir uma necessidade sua, com certeza ela o fará.

          Cresci num lar muito abençoado, mesmo enfrentando alguns momentos difíceis com eles. Não era fácil ver minha mãe brigar com o pai e ele não falar nada. Não era fácil ver o meu pai beber e fumar sem parar. Não foi fácil quando eles se separaram (mas voltaram). Não foi fácil nessa época, minha mãe ter arrumado um namorado. Fui filha única até os 13 anos, então muita coisa eu passei sozinha. Mas isso faz muito tempo.

          Como eu não queria ver minha mãe brava comigo eu sempre fazia o possível para ser um exemplo em alguma coisa e evitava sempre uma dor de cabeça pra ela. Graças a isso nunca repeti de ano e nem arrumei briga em escola. Se eu tivesse feito isso, provavelmente eu teria levado uma surra em casa. Ao longo da minha vida, por mais que eu não entendesse a cabeça dos meus pais, eu era obediente. Um pouco teimosa, mas obediente.

          Quando cresci e arrumava um namoro, minha mãe era a primeira a falar: “Hi Jaqueline, esse aí não sei não..”. Pronto. O que não “testificava” no coração da minha mãe, era encrenca eu insistir. Eu achava que por ela não ser cristã, ela estava só implicando, aí usava de teimosia. Muitos “tranqueiras” eu arrumei porque eu era teimosa e não ouvia os conselhos da minha mãe.

          Quando percebi que ela estava certa sobre os caras com quem eu me envolvia, passei a ouvi-la mais. Quando ela conheceu o Renato ela ficou muito feliz pois ele foi o tipo de cara que ela sempre quis pra mim. Hoje, ela puxa saco mais dele do que de mim...rs

          Obediência. Honra. Não são palavras que ouvimos hoje em dia em relação aos nossos pais. Minha mãe, sendo cristã ou não, tem autoridade dada por Deus para me abençoar. Mas, por bastante tempo eu subestimei essa autoridade. Eu achava que por ela não ter conhecimentos bíblicos, ela não teria autoridade para me ensinar. Eu achava que sabia mais do que meus pais. Quanta pretensão...

          A bíblia está cheia de versículos sobre obedecermos e ouvirmos os nossos pais. Provérbios mesmo é um livro que te encorajo a ler. Muitos textos que estão ali, trata-se de um pai dando conselhos para o seu filho sobre todas as áreas da vida. Bem aventurado é este filho, se obedecer.

         Infelizmente, nem todos tem seus pais. Muitos não tem o pai, outros a mãe, e outros não tem mais os dois. Sejam seus pais, seus tutores ou aqueles a quem você considera como seus pais, é importante ouvir os conselhos que eles tem a dizer. Infelizmente também, há muitos pais que não sabem aconselhar seus filhos, são pais interesseiros, largados ou extremamente dominadores; sufocam seus filhos. Inconscientemente eles acham estar fazendo o que é certo, mas descobrem mais tarde que a forma como criaram seus filhos não está dando certo. Os filhos acabam crescendo perdidos, muitas vezes sem amigos, ou ficam com uma vida “amarrada”, que não prospera.

          Talvez você não tinha tido bons momentos com seus pais. Momentos de valor, de qualidade. Pense por alguns instantes que tipo de pais você tem e que tipo de filho você tem sido. Ninguém é perfeito, mas você já parou para pensar em como eles são importantes pra você? Você tem reconhecido o valor deles na sua vida? Sobre perdão? Separe alguns instantes e ore ao Senhor pelos seus pais, pelo relacionamento de vocês, para o Senhor te mostrar como você pode honrá-los.

Palavra devocional: Cl 3.20-24, Ef 6.1-4, Pv 13.1, 15.33, 20.20, 21.1, 3.5-6

Canção para meditar: Nos braços do pai (Diante do Trono)

Sugestão de filme: Prova de fogo

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