quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

BBB-10

          Como sempre, escrevo o que vivo e ao contrário do que alguns podem pensar, decidi conferir a 10ª. edição do Big Brother Brasil. Antes de mais nada, quero dizer que não tenho nada contra quem assiste o programa, e muito menos contra o programa.
         Você pode pensar: “mas você? Olha, estou decepcionado” ou “jack, cuidado pra não levantar nenhuma bandeira”, ou “legal, eu vejo também”. Sempre haverá alguém que não concorde com tudo.
          Para quem não sabe ou nunca assistiu este programa trata de um grupo de pessoas, de diferentes personalidades e profissões que são confinados numa grande casa, sem acesso a televisão, rádio ou qualquer tio de comunicação com o mundo “exterior”. Lá eles não fazem nada; só ficam dentro da casa conhecendo os outros colegas, conhecendo-se a si mesmo, como lidam com a pressão de serem observados 24hs e com os conflitos pessoais. No programa que dura aprox. 3 meses, eles são submetidos a provas, brincadeiras, tarefas ou algo que lhes dê algum prêmio (como um carro, uma viagem ou algo assim), e uma vez por semana alguém da casa é eliminado por votação dos colegas da casa e do público. Aquele que ficar até o final do programa, ganha o grande prêmio que normalmente é em dinheiro (algo simbólico, em torno de R$ 1 milhão).
          Eu pessoalmente, nunca tinha assistindo embora via alguma notícia nas revistas e nos comerciais, mas o que despertou a minha curiosidade para assistir foi a mistura de pessoas desta edição e por isso achei o programa bem peculiar. Isso não quer dizer que eu defenda o programa, porém, as vezes assistimos coisas muito piores, e pior que isso, não reconhecemos. Achamos que nossa vida é mais santa que a de outro, e julgamos o que faz alguma coisa. Entre os participantes do BBB-10 estão um advogado, uma dentista, uma publicitária, uma empresária, uma stripper, homossexuais,  e por aí vai. Mas a propósito, decidi assistir ao programa para ver o que tem de tão especial lá para que as pessoas desejassem tanto ir pra lá.
         Acredito que o “aparecer” na TV, é o que vale mais do que R$ 1 milhão. Para muitos dentro da casa, ficar alguns meses no BBB é muito mais que 5 minutos de fama. É a oportunidade de ser visto pela mídia e de conseguir uma oportunidade onde quer que a porta se abra. Nem sempre aquele que ganha o tal milhão tem a sua glória. É só comparar o alemão e a Grazy Massafera (das edições anteriores).
        Não tenho a intenção de polemizar alguma coisa. Estou usando o “BBB-10” apenas como um exemplo do que representa aquilo que fazemos por aí e que acabamos julgando sem conhecer. Julgamos o fulano e o beltrano só porque “alguém me disse que fulano e beltrano é assim ou assado”. Não temos o costume de pesquisar as coisas e vamos no embalo da maioria (e admito, eu me incluo nesse grupo algumas vezes). Aqui entra a questão do aceitar as pessoas também como elas são; vendo os participantes do programa, seu comportamento e tudo mais, será que estaríamos preparados para tê-los ao nosso lado dentro das nossas igrejas? Pois deveríamos.
        Absurdamente ou não, do BBB-10 eu até tirei uma pequena lição: quando julgamos um ou outro, quando criamos uma picuinha disso ou daquilo, levantamos um paredão que se volta contra nós mesmos. Mesmo que alguém muito inteligente ganhe o maior prêmio, este não durará para sempre.
        Infelizmente na TV hoje não há programas educativos ou legais como era há alguns anos. Muitas vezes fico um tempão trocando de canal porque não acho nada interessante. Com o jogo BBB-10, conclui que, como serva de Deus preciso aprender a ser mais seletiva naquilo que ouço ou o que vejo. É bom a gente ver o que acontece por aí, mas é melhor ainda se enchemos nosso coração com outras coisas: as coisas de Deus. Então vale meditar o porquê de estar escrito: todas as coisas me são lícitas, mas nem tudo convém.

Com amor
Jack

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