domingo, 18 de outubro de 2009

Quanto cobram os ministros?


Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.
João 21.22

          Tem pessoas levantadas por Deus para pequenas e/ou grandes multidões. Essas pessoas, com suas falhas e limitações, são gente como nós, sujeitas as mesmas necessidades que nós, mas que receberam do Senhor uma porção, uma unção para alcançar estes públicos. Elas não tem nada de especial que as diferencie de nós. Simplesmente aprouve a Deus levantar essas pessoas.
          “Você sabia que fulano cobra tantos mil só para pregar”?. Nossa reação quando ouvimos algo assim, nos soa absurdo. Nos escandalizamos. A corrupção é tão grande no mundo que infelizmente assola a igreja e normalmente, ao ouvir uma afirmação desse tipo, nos indignamos, passamos adiante este comentário, espalhamos, e nem pensamos em chamar este ou aquele ministro que poderia nos abençoar. Já criamos uma barreira e uma imagem negativa deste ou daquele ministro. Aí merece atenção as seguintes questões: Será que ele cobra mesmo tudo isso? Será que este ministro ou pregador embolsa mesmo todo este valor?
          Normalmente um comentário desse tipo, as vezes um boato, começa em alguém que “adora” uma fofoca, ou gosta de criar uma discussão em grupo para saber a opinião dos outros, ou de alguém frustrado ministerialmente, ou ainda, de alguém que gostaria de estar em uma posição de destaque que não está. Os boatos, o “diz que me disse”, fazem com que não pensemos sobre o porquê que alguns ministros ou pregadores cobram o que dizem que cobram. Pensamos nos valores e não nos recursos (sejamos honestos, nós nem investimentos como mereciam em nossos músicos e pregadores). Pensamos em como é “caro” trazer esta ou aquela pessoa, mas não pensamos na estrutura que aquela pessoa precisa, ou que a igreja precisa dispor para recebê-la junto com o público que poderá vir e, além disso, na qualidade de som para nossos ouvintes.
          A grande verdade é que adoramos uma especulação e não procuramos saber o que passa por trás de cada valor solicitado. Não pensamos nas despesas. E mesmo que estes cobrem o que dizem por aí, nós como igreja, não temos que espalhar comentários dessa natureza ou que não tragam a glória para Deus. Nem tudo convém. Fomos chamados para trazer paz, “acalmar a poeira” e não trazer divisão. Precisamos a nos educar a não fomentar boatos desse tipo. O ministro cobra tal valor? Será verdade mesmo? Procure sua assessoria e peça informações. Não há nada melhor que ter a informação direto da fonte principal. E se ele cobra tal valor? E daí? Por causa disso, você continuará a espalhar o que ouviu, correndo um grande risco de trazer mais divisão do que o que já existe? Você deixará de servir a Cristo? Deixará de ser um adorador em espírito e em verdade? O que importa é que seja pregado que Jesus Cristo é o Senhor e Salvador do mundo, e a forma como fazemos isso, cada um prestará contas diante do Senhor. Aqui também serve o texto: “Examine-se o homem a si mesmo” (I Co 11.28). Examinar é saber onde, de fato, você tem colocado seus olhos, sua fé.
          Quando vamos em algum culto/show (entenda-se como quiser), e é cobrado tanto de ingresso (ou não), será que todos nós já paramos para pensar quanto custa:

Equipamentos
Passagens para a equipe
Transporte de equipamentos
A própria oferta em amor que o ministro vai receber (e lembre-se que assim como nós, ele tem contas de casa pra pagar)
Missionários e/ou ministérios que este ministro ou pregador sustenta (que não sabemos)
Aluguel do local ou de equipamentos
Salário dos demais músicos da equipe (que as vezes deixou o trabalho secular para se dedicar ao ministério).

          Em resumo, queremos só receber e receber. Gastamos nosso dinheiro em muitas bobagens mas quando é para o reino de Deus, pensamos, murmuramos, criticamos, cansamos ou vivemos argumentando.
Muitos dizem, conforme está na palavra: “De graça recebestes de graça dai” – MT 10.8. Mas também está escrito: “Digno é o trabalhador do seu salário” – Lc 10.7 e também “se não trabalha, que também não coma” (II Tes. 3.10).
          Quando você ouve que fulano cobra tanto para cantar ou pregar, sendo verdade ou não, o que você faz com isto? O que isto acrescentou na sua vida? Você ora por ele? A palavra nos diz que temos a mente de cristo (I Co 2.16), portanto, como será que Jesus reagiria diante de situações delicadas assim?
          No final de tudo, o que realmente importa, é que todos nós, quer líderes de pequenas ou grandes multidões, quer servos, quer conhecidos ou anônimos, prestaremos contas diante de Deus de nossas atitudes, de nossas obras.
          “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”. II Co 5.10
Que acima de tudo, sigamos a Jesus:
Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.” João 21.22

Em Cristo
Jack

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