sábado, 4 de julho de 2009

Tempo de se desprender


Esses dias estava pensando em como crescemos ou deixamos de crescer quando nos prendemos a algumas coisas ou pessoas. Outro dia, Miriam Webster e Michelle Fragar, faziam parte do Hillsong (e fizeram parte por anos do ministério). De repente se mudaram para os EUA. Mark Stevens, aquele afinadíssimo solista do hillsong (que participou até "You are my world") hoje está no Abundant Life Ministries, uma grande igreja no Reino Unido. A Darlene aos poucos vai deixando o ministério para se dedicar as crianças na África. São pessoas que, por algum momento de suas vidas, cruzaram com outras que fizeram parte de suas vidas, mas, que para um chamado maior, tiveram que se desprender, se abrir para o "novo" daquilo que Deus tinha pra fazer.

Não é fácil se desprender. Nunca e fácil porque nos custa algo e custa caro. As vezes, amizades que demoramos anos para desenvolver ou discípulos que fizemos. Pode custar caro porque podemos passar anos plantando naquele lugar sem colher os frutos. Podemos não colher porque Deus tinha algo misterioso e belo, algo maior. Algo que vai além do que a nossa mente possa compreender. Algo que só em oração poderemos saber. Hoje estamos em uma igreja. Estamos servindo, estamos abençoando. E amanhã? Se Deus nos chamar para outros desafios para o nosso próprio crescimento, estaríamos mesmo preparados? Deixaríamos de ser ministros fiéis no púlpito para sermos anônimos fiéis a Deus?

Honestamente, antigamente eu pensava: "sirvo a esta igreja e morrerei nela" ou "só com estas pessoas eu me envolverei". Criava um mundo fechado de quatro paredes. Hoje estou disponível para onde o Senhor quiser me levar (Se Ele quiser!), pois afinal de contas, o papel da igreja é ir além das 4 paredes, ou seja, a igreja sou eu. Fico me perguntando as vezes, quando percebo que o tempo está passando, que semente estamos plantando.

Se temos nos desprendido de coisas ou de pessoas para obedecer ao "ide" do Senhor. Ao "ide" de ganhar almas, ao "ide" de ousar criar, ao "ide" de ir adiante mesmo quando todos (ou a maioria ao seu redor) não acreditam em você. Usei o exemplo dos meus amados do Hillsong porque foi um ministério (e continua sendo) que por anos me abençoou com suas canções. Me coloco no lugar de cada um deles que, ousaram deixar toda a "fama", os "holofotes" de estarem lá para de repente, começarem tudo de novo, uma nova igreja, novos amigos, nova vizinhança numa nova cidade. Ousaram continuar com o chamado em outro lugar (muitas vezes distante) com o propósito de simplesmente obedecer ao Senhor. Custe o que custar.

Se for preciso me desprender totalmente para ser obediente ao Senhor, quero me desprender. Não há nada igual que respirar o ar de coisas novas, que nos desafiem e nos impulsionam a prosseguir para aquilo que Deus nos chamou pra fazer. Este "respirar" é o novo ar de liberdade.


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