quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Areia nos pés

Oi pessoal

                Neste último final de semana estive em Peruíbe, litoral sul de SP. Foi um momento que eu daria tudo pra viver de novo e de novo.
                Como uma grande família estiveram lá também meus pais e meu irmão Dudu (motivo da viagem), meu Renato, o Reinado meu cunhado (para dar seu apoio moral como sempre), minha tia Edite e meu primo Tiago. Tudo por causa da novidade dos meus pais se mudarem para lá, mas a grande novidade para mim foi o meu pai. Sair de casa foi uma vitória pra ele pois ele que não saia há muito, muito tempo. Agora a vitória pra todos nós foi levá-lo junto com sua simpática bengala, para ver o mar depois de 30 anos.
                Momentos simples, que se tornam inesquecíveis. Desde que nasci meu pai não sentia a areia em seus pés!
                Tenho aprendido a aproveitar esses momentos simples ao lado de quem amamos. Foi super legal ver o meu pai lá na praia, sentindo a brisa no rosto ao lado da gente. O que parece uma bobeira, não significar nada, significou tudo para mim. As vezes nos acostumamos tanto com nossa rotina, nossa vida se torna tão mecânica que quando a gente menos espera, perdemos a sensibilidade de viver com alegria as pequenas coisas. Muitas vezes, nos acostumamos com a vida que temos de tal modo que perdemos a alegria de viver.
                Talvez não foi a toa que alguém muito sábio disse que “tem gente que fica cego de tanto ver”.
                Neste fim de semana, mal sobrou tempo até para jogarmos Uno. Nos cansamos bastante fazendo com que meus pais conhecessem melhor a futura cidade deles. O sol escaldante dava uma moleza que nos obrigava vez ou outra a ficarmos estirados na rede entre um gole e outro de café. Quase não fomos ver o mar, mas este espetáculo meu pai não poderia deixar de rever. Valeu todo o esforço!
                A hora de ir embora também foi marcada por beleza no céu. A lua estava tão grande e tão brilhante com nuvens ao seu redor. Estas nuvens estavam tão baixas que ao mesmo tempo que parecia um enorme buraco negro a vista de todos, elas pareciam tocar a terra (Acho que Deus também estava comemorando a visita do meu pai!).
                Por fim, agora tento me lembrar de alguma coisa que deixei de fazer, de curtir, que me trouxe tanta alegria. Será cantar, ler a bíblia, escrever ou fotografar sentindo a areia nos pés enquanto o sol se põe? Vale a pena refletir.
                Ver essas coisas nos ensina que não precisamos esperar por 30 anos para reviver algo tão gostoso. Que esperar tanto tempo não seja uma escolha nossa, mas uma oportunidade de viver o céu aqui na terra e que comece hoje!

Shalom
JS

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