quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Precisamos ser uma igreja diferente - Parte 2


Olá queridos

Continuando esta mensagem, vamos olhar agora pelo lado da igreja analisando nossos dias. 

Hoje em dia, temos informação online e praticamente todo mundo vive conectado pelo celular. Você entra no metrô de SP e pelo menos metade das pessoas no vagão estão nos celulares jogando, falando ou interagindo com pessoas nas redes, e estamos na geração em que as crianças não brincam nas ruas de esconde-esconde pois já dominam os Tablets. Temos igrejas de todos os estilos, liturgias e doutrinas diferentes e temos muito mais informação injetada em nós hoje do que há dez anos e algumas igrejas tem dificuldade de lidar com um novo público: o que pergunta, questiona e comenta com propriedade opiniões, mensagens e valores pregados em púlpitos. A pergunta que merece ser feita é: como ter essas pessoas dentro das nossas igrejas?

A resposta que chego é como igreja brasileira, precisamos ser mais receptivos. Aceitar e respeitar as pessoas como elas são. Todo mundo quer se sentir parte de algo e não ser ofendido seja pela roupa, pela cultura, instrução escolar ou qualquer motivo que seja. A mudança na vida das pessoas é trabalho do Espírito Santo e não nosso. O que podemos fazer é orientá-las, não sufocá-las e servi-las em suas necessidades.

Tenho visitado algumas igrejas de denominacões diferentes aqui em SP e algo em comum acontece: várias pessoas te cercam disputando-o como se ele fosse um prêmio a se ter em seu grupo, ou visitante entra, algumas pessoas o abraçam dando boas vindas mas acabou a reunião ele sai sem ser notado. E se o visitante fosse um incrédulo, que imagem, que marcas de amor estamos deixando no mundo?

Quando estive visitando a Nova Zelândia uma das lições que a gente mais aprende é o respeito pelas pessoas como são. Você é o estrangeiro e não eles. Quando você está lá fora, as coisas não são do seu jeito, você precisa se abrir para a cultura do lugar e não impor o que você acha certo. Lá você vê vários grupos etnicos: indianos, mulcumanos, asiáticos, latinos, europeus, etc. É o que os Kiwis fazem conosco, respeitam nossa cultura, nosso jeito de ser. (Kiwis é o nome carinhoso dado para os Neozelandeses). Fui em uma igreja brasileira que aconteceu a mesma coisa que acontece aqui. Na primeira reunião vários vem cumprimentar você, mas na segunda reunião, isso não acontece mais, entretanto eles tem um trabalho de evangelismo para ganhar os Kiwis pra Jesus. Visitando uma igreja local da Nova Zelândia mesmo, o comportamento foi diferente, mais receptivo: Fui recepcionada por dois rapazes, que me apresentaram uma moça e esta foi quem me deu toda a atencão do mundo durante a reunião. Eu era uma estrangeira e falava o idioma com muita dificuldade. Após a reunião, ainda descolei uma carona pra casa, com uma senhora que eu nunca tinha visto.

A questão não é onde é melhor, mas "quero ficar aqui porque me entendem e me aceitam. Sinto que sou importante aqui". Precisamos ser uma igreja que faça a diferença. Precisamos ser aqueles que honestamente se perguntam "Porque a igreja onde vou é indispensável?" O Senhor Jesus atraia as pessoas porque ele transbordava amor e nunca invadia a vida delas. Várias vezes lemos nas escrituras a expressão "se quiseres", que significa, "eu faço mas você quer ?". É uma gentileza clara de como se falar com alguém que está em crise, ou em dúvidas de alguma coisa. Com isto podemos aprender que, se Jesus não invadia a vida delas, porque nós como cristãos faríamos diferentes? Vejamos os discípulos: Mateus largou o que estava fazendo só para segui-lo (Mt 9.9). Imagine você, largar tudo, talvez algo muito importante como seu ganha pão, para seguir Jesus, porque Ele te fez sentir importante. Ele te aceitou como estava, respeitou sua criação e cultura e uma vez, rendido a Ele, Ele fez de você uma benção aqui na terra para continuar a obra que Ele começou.

Quando nos sentimos amados e aceitos, devolver esta forma de amor deixará de ser uma obrigação e será um prazer a quem foi alvo do seu amor. Não posso exigir que as pessoas se importem comigo se eu não me importo com elas. Que cada um de nós possamos pedir sabedoria a Deus para amar, cuidar e respeitar cada membro, cada pessoa dentro das nossas igrejas e as que chegam. Sobre todo o verbo, o amor é o mais importante. Se amamos de atitudes (e não com palavras), e se somos uma igreja que ora, não vai ser difícil as pessoas virem a igreja pois este crescimento Deus mesmo dará.

"Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento". 
I Corintios 3.7 

Com amor
JS

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